terça-feira, 21 de novembro de 2017

20.º Aniversário da apresentação pública do "MEMORIAL HISTÓRICO DE RANDE E ALFOZES DE FELGUEIRAS"


Como quem guarda uma recordação, numa foto trazida num bolso de dentro bem junto ao peito, na carteira ou porta-documentos para se não estragar, também guardo na imagem do tempo a materialização de algo que batalhou cá dentro longo tempo, e por fim chegada à luz da realidade num dia de Novembro de há 20 anos. Havendo sido então, a 21 de Novembro de 1997, que foi publicamente apresentado o livro da história da região sul do concelho de Felgueiras e dos antigos Alfozes de Felgueiras, as circunscrições administrativas de tempos remotos da nossa Felgaridade.

Assim sendo, faz neste dia 21 de novembro de 2017 a conta de 20 anos que foi publicado esse volume, há muito esgotado, e que custou a conseguir publicar, depois de longos anos de preparação e escrita (primeiro manuscrita, como era mais usual ao tempo, e depois já texto datilografado), acrescida falta de viabilidade publicista, à míngua de apoios oficiais de quem de direito, ao tempo… sabendo-se que era livro de edição cara, muito onerosa.  Até que por meio de patrocínio do Semanário de Felgueiras, graças ao sentimento felgueirense e felgueirista do Dr. Manuel Faria, foi tornado possível ser realidade.

Já colaborava então com algumas notícias e sobretudo crónicas no jornal mais regular de Felgueiras. E continuei, permanecendo na equipa, através de artigos, normalmente sobre temas da memória felgueirense. É uma honra ser colaborador do jornal Semanário de Felgueiras há já 21 anos (feitos entretanto, também).

Antes e depois, da edição desse meu livro maior, houve autores de fora da terra e não só que tiveram incentivos e apoios de diferentes executivos da Câmara Municipal de Felgueiras. Mas isso é outra história. Cá por nós continuamos a trabalhar a memorização, procurando historiar o que merece ser preservado na memória coletiva.

Passados estes anos, com a paz de espírito que a realização desse anseio possibilitou há já 20 anos, registamos o facto, que jamais será esquecido. Assim como não é por qualquer distração que aqui aparecem os nomes do mesmo mês de forma diferente, escrevedo o mês como se escrevia então em finais do século XX e se escreve atualmente no século XXI.

A História também tem sua história.

= Reportagem da sesessão de lançamento, no "Semanário de Felgueiras" da semana seguinte.

Reportagem no "Jornal de Barrosas"

= Entrevista n´ "O Sovela"

Armando Pinto
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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Falecimento do Padre Valdemar Alves Pinto – um felgueirense ilustre


Faleceu o Padre Valdemar Alves Pinto, sacerdote com assinalável percurso na Diocese do Porto. Um ilustre felgueirense, natural da paróquia da Pedreira, que a nível conterrâneo era algo desconhecido, dando ideia de ser pessoa discreta, contrastando com seu currículo.

Segundo nota informativa da página informática da Diocese Portucalense, «o Pe. Valdemar Alves Pinto ordenou-se em 20 de Dezembro de 1953 na Catedral do Porto, em celebração solene presidida por D. António Ferreira Gomes. Foi, durante cerca de 10 anos, professor no Seminário de Vilar; 19 anos no Centro Diocesano e Nacional das Vocações; 14 anos na Missão Diocesana; 32 anos como professor no Colégio Alemão e, desde 1961, o maior ideólogo e impulsionador dos Cursilhos de Cristandade, "onde gostosamente tenho dado a melhor colaboração de que sou capaz". De 1979 a 2011 foi Reitor da Igreja dos Clérigos, sendo seu Reitor Emérito até à data de hoje.

As exéquias solenes celebram-se no dia 21 de novembro, às 11h30, na Igreja dos Clérigos. Preside o Senhor D. António Taipa, Administrador Diocesano. Posteriormente seguirá para a Igreja Paroquial da Pedreira, Felgueiras, sua terra natal, onde haverá uma celebração às 15h. Será sepultado no cemitério local.»

Armando Pinto

À chegada do 20º aniversário do livro historiador “Memorial Histórico…” - Folhas soltas (continuação)


Na aproximação à data comemorativa da passagem de 20 anos sobre a publicação do livro MEMORIAL HISTÓRICO DE RANDE E ALFOZES DE FELGUEIRAS, assinalamos a recordação com mais algumas passagens recortadas no tempo, relativamente ao percurso anterior. Desta vez relembrando uma outra inicial experiência, como foi a publicação de alguns excertos do trabalho que estava em mãos, então mostrado em fascículos no antigo Jornal de Felgueiras (entre Março e Agosto de 1985); mais umas referências à célebre Metalúrgica da Longra, datadas de 1985 e 1986 – como se pode ver pelas amostras:


Armando Pinto

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domingo, 19 de novembro de 2017

Rememorações: Folhas soltas dum jornal nacional de 1929 e do Boletim Municipal de 1984/85...


Aquando das primeiras pesquisas efetuadas para o trabalho de que resultou muito mais tarde o livro "Memorial Histórico...", ainda nos inícios de estudioso da história local, pelos anos setentas, deparou-se aqui ao autor um artigo jornalístico sobre Felgueiras nas páginas gastas dum número do antigo jornal portuense O Primeiro de Janeiro, já de 1929.


Passados anos, sobre esse artigo houve oportunidade duma primeira exposição pública do que estava a tratar já, através das páginas do então também inicial Boletim Municipal da Câmara de Felgueiras, em crónica de opinião distribuída por três números, desde o de Abril de 1984, passando pela respetiva edição seguinte de Agosto também de 1984, até findar em Junho de 1985.


Desse bosquejo, ainda, ao tempo, recordamos aqui a respetiva publicação, com uma amostra de recorte do artigo original d' O Primeiro de Janeiro, de Maio de 1929, e o que teve publicação no Boletim Municipal em 1984/85, agora que passam este mês de novembro 20 anos da publicação do "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras" - cuja apresentação pública teve lugar a 21 de Novembro de 1997.

Atente-se então no que ainda nos anos oitentas, do século XX, tivera entretanto luz pública sob título de Felgueiras na imprensa em tempos idos:



Armando Pinto
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domingo, 12 de novembro de 2017

Concelho de Felgueiras no Porto Canal - Programa Pontos Cardeais



Em programa desenrolado na Primavera e mostrado ao público corria o mês de Junho do ainda corrente ano de 2017, Felgueiras teve lugar na programação divulgativa no  Porto Canal, único canal televisivo de fora de Lisboa e que dá atenção ao Norte do país. Tendo o mesmo programa, dentro da série Pontos Cardeais, entre algumas vezes mais,  voltado a ter repetição na manhã do domingo de S. Martinho. 

Assim, com alguma distânciação já, e agora com distância da passagem da época eleitoral, diante da nova situação perante a alteração da administração municipal verificada a partir de outubro, pode-se ver algumas curiosidades relacionadas num filme atraente, embora como a maioria das vezes muito focado nos temas costumeiros, olhando aos assuntos de visão "standard", naturalmente seguindo indicações de quem forneceu as informações. Deixando lugar a algum lamento por não ter havido reparo para zonas que pouca atenção têm merecido de quem de direito.

Veja-se então o que no vídeo ficou. Dando ao menos para ver coisas de Felgueiras no ecrã televisivo!

Armando Pinto 
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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Recordando: A Estreia do histórico FC Felgueiras na 1ª Divisão Nacional de futebol, com Sérgio Conceição como estrela da Casa ( Felgueiras x Chaves - 1995/1996)


Recordemos aqui, por meio do vídeo (acima) apresentado à visão pública, o tempo em que Sérgio Conceição, ainda muito jovem futebolista então emprestado pelo FC Porto,  brilhava com a camisola do FC Felgueiras,  na particularidade do filme / vídeo reportar à estreia do Felgueiras na 1ª Divisão (contra o Chaves, em que inclusive Sérgio Conceição marcou um golo e fez uma decisiva assistência).

Este filme, já com as marcas do tempo passado, complementa assim o artigo aqui publicado aquando da respetiva efeméride – conf. se pode relembrar (clicando) em

Armando Pinto

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Artigo no SF de temática subjacente à época...


Como de costume por três vezes ao mês, às sextas-feiras correspondentes, o Semanário de Felgueiras está nas bancas e em casa dos assinantes com novidades. E, como de tantas vezes, desta feita com mais um artigo da colaboração que o autor deste blogue mantém no mesmo periódico concelhio desde 1996 – de período anterior aos vinte anos que este mês se completam, no próximo dia 21, desde a publicação do livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras" (patrocinado pelo mesmo "Semanário", graças ao reconhecimento do Dr. Manuel Faria pelo trabalho do autor no âmbito histórico-cultural felgueirense).

Ora, continuando com a mesma participação neste jornal, aí está mais um artigo de opinião.


Sob motivos do imaginário popular de relação ao tempo comum, incide sobre temas de interesse coletivo a redação escrita com que, esta semana de fim de outubro e princípio de novembro, se procura aflorar alguns motes da realidade felgueirense, na ligação à presença dos contornos nacionais na atual dependência europeia. Sem explanar demasiado, até quase a preceituar apurada atenção da leitura para a intenção da narrativa expositora. Com entremeios de algumas figuras de estilo e o mais que se pode ler, porque o que é doce nunca amargou e todos ansiamos por bom sabor para o que gostamos, de maneira melhor aos sentidos. 

Tal o intuito do artigo, publicado na edição do Semanário de Felgueiras à chegada da primeira  sexta-feira de novembro, conforme se transcreve :

Doçura ou travessura

Pelo meio desta semana de mudança da hora e dos meses da transição do outono, passou a noite do chamado Halloween. Essa noitada importada dos Estados Unidos da América e deveras notada através dos filmes americanos que ao longo de gerações foram chegando à Europa e por extensão ao cantinho português do extremo ibérico. Como até a esta região felgueirense do pão de ló de Margaride e uvas de antigos bardos e ramadas, a salpicar a tela de cores em vislumbres desde o alto de Santa Quitéria, miradouro de Santana, monte da Aparecida, Senhor dos Perdidos e outros pontos altaneiros da região felgariana. Numa natureza alterada pelos desígnios da Europa político-comunitária, chegada a era de profusão das vinhas e frutos da CEE, passados os tempos das castas locais, enquanto a produção caseira vai dando lugar ao que se vê a perder de vista, na toada natural da evolução da vida social. Como meros exemplos do que territorialmente se estende às uniões de freguesias que alteram carateres, mais o caráter do que antes unia e hoje mais separa.

Então, quão está a ficar enraizado nos hábitos, na transformação de antigas tradições para novas habituações, em plena noite da véspera e chegada do Dia de Finados, teve lugar a meio desta semana a senha da noite das bruxas, o já conhecido chavão de “doçura ou travessura”, em brincadeira típica do Halloween, qual celebração de crianças e até adultos que, de casa em casa ou diante de familiares e pessoas amigas, ditam a sentença…

Perante a atualidade, aqui pelo concelho de Felgueiras, embora sem arremedos fantasiados, por não se querer fingir a realidade e muito menos meter medo a quem quer que seja, também o povo felgueirense, antes ainda, logo ao princípio do mês, decidiu solicitar um novo maná, qual pão das almas (como antigamente em certas regiões havia a tradição do pão de Deus e por cá era costume as caveiras de botefas esburacadas a alumiar nas desfolhadas da quadra dos Santos, pela época da lembrança de Todos os Santos, à chegada do dia dos Fieis Defuntos). Estando assim ainda no paladar do povo de Felgueiras a doçura pedida, na esperança de um futuro amplo.

Ora, longe indo os tempos de antigas lendas que davam como escondidas riquezas no chão de terras nortenhas, através de tesouros que os mouros deixaram enterrados na fuga provocada por sua expulsão por sítios da sucessiva Reconquista cristã e no reino portucalense, pela região e nos alvores da nacionalidade, acrescidas algumas curiosidades também soterradas muito mais tarde aquando das invasões francesas, para evitar maiores perdas nos desmandos provocados pelos gauleses napoleónicos, ainda há muita riqueza, porém, no subsolo e acima do chão por estas bandas, nas potencialidades desta região também de mel, onde as abelhas do brasão concelhio têm correspondência no labor da gente que gosta de viver sentindo bem o que é a sensibilidade de ser Felgueirense. Sem que esta terra tivesse ficado com grandes marcas de períodos antecedentes, como a romanização, mas que tenha sinais evidentes da muito posterior cultura da edificação românica, naturalmente distintiva. Bem como noutros aspetos da história local que, mais ou menos conhecida, tem cunho próprio. Em quanto, afinal, se evidência a atenção popular, como se nota no interesse, mais por instinto afetivo que institucional, com que boa parte do povo gosta de ver e saber sobre particularidades da memória coletiva. E agora o futuro está aí, a ganhar na vista da esperança que as lições de outrora sejam tidas em conta no presente. Tal como sem valorização do passado não haverá boa visão do futuro.

ARMANDO PINTO
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